segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A banalização da morte

Estava pensando hoje como as pessoas tem tratado a morte alheia com piadas!

Percebi  esse comportamento, primeiramente, com o acidente que ocasionou na morte de Eduardo Campos, instantes antes de se confirmarem a morte dele via as pessoas apreensivas pela notícia final, seja pessoalmente aqui no Colégio Ideia, seja virtualmente através dos comentários angustiantes das pessoas no Facebook, pois era por lá e pelo site da Globonews que eu acompanhava, a cada minuto e cada postagem, as últimas informações.

Pois então foi necessário, apenas, a confirmação da morte para que as piadas começassem Mas pior que as piadas, só as teorias conspiratórias de que fora um atentado contra o ex-governador de Pernambuco.
Já tinha ficado inquieto com o comportamento das pessoas, não que eu seja um santo que nunca fiz piada com a morte de alguém, mas acredito que pelo fato de Campos ser a pessoa pública e alvo de piadas “mais próxima” a mim, senti que eu deveria respeitar (mesmo que aparentemente, depois de alguns dias, a impressão era de que nem a própria família  respeitou) a dor dos parentes.

Ontem (24/08) à noite recebi num grupo do Whatsapp a foto de uma pessoa, na qual a dúvida de quem postou era se o “cara” da foto tinha sido um irmão de farda que serviu ao CPOR/R comigo no ano de 2006. De imediato reconheci quem era na foto, era Henrique, tinha estudado num outro colégio na mesma época que eu estudava, terminou o Ensino Médio um ou dois anos antes de mim, mas tinha servido ao mesmo CPOR/R que eu, na mesma arma INFANTARIA, exatamente um ano antes de mim, e o rosto dele me era muito familiar, pois várias pessoas que eu conheço também o conheciam.

Logo que liguei o computador hoje, vi mensagens de alguns desses amigos em comum lamentando a morte dele e lembrando de momentos que, tenho certeza, que jamais esquecerão, e esta será a imagem que guardarão daquele cara de quem tanto gostavam. No entanto, no final da tarde, me deparei com pessoas fazendo piadas a respeito da sua morte (segundo as informações, teve uma parada cardiorrespiratória numa rave em Maria Farinha), dizendo que deveria ter sido a Coca-Cola, ou o tira-gosto, mas em momento algum pararam pra pensar se algum amigo próximo ou parente de Henrique iriam ter acesso a esses comentários e não se sentiriam respeitados nesse momento de dor.

Com isso tudo, fiquei pensando o quão estamos banalizando as mortes e dores de pessoas desconhecidas, procurando justificava para todas: “ah, era um drogado”, “mas ele merecia, matou não sei quantos”, “ele procurou!”, “acho é pouco”... são alguns dos comentários mais feitos pelas pessoas quando se depara com uma notícia parecida.


Não, essas desculpas para comentar pejorativamente a morte alheia não são engraçadas e nem cabidas no momento que amigos e familiares estão sentindo a dor da perda!

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

O peso de uma boa música

Como aparece ali no “Quem sou eu”, eu gosto de música, e gosto de praticamente todo tipo de música, nunca tive preconceito com estilos musicais, mas é importante que fique bastante claro uma coisa: EU NÃO ESCUTO QUALQUER TIPO DE MÚSICA!!!

Embora eu não pare para escutar qualquer música, acredito que todas possam ser boas, mas claro como todo mundo, eu também tenho critérios para definir o que seria uma música boa ou não. Primeiro, se a música faz a pessoa se balançar sentada, quando escuta, como se estivesse dançando ou dance literalmente, mesmo que seja apenas nos momentos em que está com os amigos numa festa, essa música é boa!!! Pode não ser a melhor música ou aquela que a pessoa escute todos os dias em casa, mas já mostrou que agrada de alguma forma, nem que seja só pra “tirar onda”.

Vamos deixar de lorota e falar do que pra mim é, de fato, uma boa música!

Gosto de vários estilos, quando digo isso é porque ao entrar no meu carro você pode ver variedade músicas tocando no pen-drive do som, desde samba até o rock mais pesado, mas com certeza, o mais difícil de ouvir tocando lá vai ser BREGA, não que eu não goste, gosto sim, mas não é o tipo de música que eu escuto no dia-a-dia, é aquela famosa “música de festa”, assim como o FUNK, gosto muito de funk, mas não, não rola de tocar no carro!!!

Cresci com meus pais escutando muita música em casa, mas esse gosto eu não puxei a eles, RARAMENTE ouço música em casa, primeiro que cresci morando com 6 pessoas, se cada uma fosse colocar sua música pra tocar, imagine o inferno que iria ser!! Mas dessa época, me lembro muito das músicas mais tocadas, via de regra MPB, Chico Buarque, Caetano Veloso, “O grande encontro”, Vinícius de Morais e Tom Jobim, enfim, muito MPB de qualidade, mas o que eu mais gostava e pedia para repetir quando tocava era RAUL SEIXAS. Acho que foi ali que comecei a gostar de Rock!!

Com o tempo e a chegada da adolescência, conheci muitas outras músicas, em geral de bandas de Rock, lembro que lá pelo ano de 2001 escutei pela primeira vez e já fiquei alucinado pelas músicas de Kurt, Krist e Dave – Nirvana, o que viria a ser a minha primeira banda favorita. Infelizmente a banda já não existia mais, Kurt já havia morrido 7 anos antes, em 1994, mas com sua morte surgiu uma outra banda que eu também conheci nesse mesmo ano de 2001, e gostei não pela música em si logo de cara, mas sim por conta do clipe engraçado da música, que diga-se de passagem é uma características da banda, a música era LEARN TO FLY e a banda FOO FIGHTERS, que viria a ser a minha banda favorita até hoje.

E aí vem a minha definição de música boa, que na verdade não é minha definição é de Dave, vocalista dos Foo Fighters. Quando assisti o documentário “Back and Forth” da banda que mostrava os bastidores da gravação do último álbum deles “Wasting Light”, em julho de 2011, me chamou atenção uma frase dita pelo líder da banda: “música boa para mim tem que ter bateria pesada e guitarras altas”!! Essa foi a melhor definição do que seria uma boa música para mim, claro que fazer barulho por fazer não torna a música boa, mas o ponto de partida para a boa música deve ser esse daí citado por Grohl.


E aí eu deixo para vocês uma música deles desse último CD que eu nunca consigo ouvir uma única vez, sempre coloco ela para repetir ao final de ouvi-la:



Ps.: Em outra postagem eu falo melhor das músicas que costumo ouvir!!

terça-feira, 19 de agosto de 2014

JN x PRESIDENCIÁVEIS

Isso mesmo, JN x PRESIDENCIÁVEIS, igual vemos em placar de jogos esportivos!!!

Não por acaso escrevi o título desse texto dessa maneira, embora não seja uma modalidade esportiva, as entrevistas do "capitão" William Bonner e da "volante" Patrícia Poeta com os presidenciáveis está mais para uma disputa onde a Globo quer sair vencedora. Digo isso ao perceber a decisão da emissora em aparecer muito mais como "atacante" do que aquele "meia" distribuidor de jogo!

Sem fazer alusões futebolísticas, vamos ao que interessa. A postura de William Bonner e Patrícia Poeta é visivelmente a de querer empurrar os candidatos desfiladeiro a baixo. Na segunda-feira passada, primeiro dia de entrevistas, o sorteado foi Aécio Neves do PSDB (partido que só de ver a sigla já me faz ficar de orelhas em pé), embora eu nem cogite votar nele, confesso que gostei do desempenho dele na entrevista, assim como também gostei do desempenho dos outros dois, mas me lembro bem da primeira frase que mencionei logo após o termino do "bate-papo" dos jornalistas com o candidato: "mãe, acocharam Aécio valeeeeeendo hoje!! Quero só ver como vai ser as entrevistas com Eduardo e Dilma depois."

Embora eu tenha saído de frente da TV achando massa a postura dos jornalistas de serem incisivos nas perguntas para pressionar Aécio, depois me dei conta de que o script não era para falar sobre os projetos e metas do candidato, mas sim para revirar o seu passado querendo fazer com que se atrapalhasse e não respondesse determinada pergunta. Na terça-feira, fiquei aliviado com as perguntas direcionadas ao candidato do PSB, ex-governador de Pernambuco e outrora meu candidato na esfera estadual, Eduardo Campos terem sido na mesma linha ofensiva do dia anterior, já percebi que séria uma característica com todos os candidatos.

Assim como se preocuparam em atacar Aécio com a construção do aeroporto em terras que já tinham pertencido à sua família, com Eduardo Campos se prenderam a casos de nepotismo, primeiro com a sua mãe e depois com primos.

E então chega o dia de ontem que foi o grande motivador da existência desse Blog, a repercussão em cima da entrevista da então Presidente Dilma, candidata do PT e que com certeza terá meu voto no dia 05 de outubro.

Vi muita gente criticando e rebatendo a postura dela e comemorando uma apresentação pífia dela. Como falei na primeira postagem do blog, eu não estava em casa na hora e terminei não assistindo a entrevista ao vivo, mas já ficara sabendo dos comentários, muito mais criticando o desempenho dela do que elogiando. No entanto, no universo de críticas e elogios, confesso que dos comentários que eu li, já dei muito mais credibilidade aos que elogiaram a participação dela no JN, não que eu ignore quem seja crítico de Dilma, mas sim porque vi os argumentos de quem a defendia muito mais sólidos do que quem a criticava.

Quando assisti a entrevista, parecia que estava de fato assistindo um jogo de futebol no qual o meu time se portava muito mais sólido dentro de campo, sabendo exatamente o que tinha sido planejado e trabalhado para estar ali naquele momento. No final veio aquela sensação de que o time tinha feito exatamente o que queria. conseguiu responder bem a todas as perguntas, mesmo que na maior parte do tempo a "dupla de atacantes" do JN não quisesse deixá-la responder, e naquela que poderia ser a mais escabrosa e complicadora da entrevista, soube se sair com uma jogada de mestre, se colocando como Chefe de Estado e afirmando que sua posição não permitira que ela questionasse, criticasse ou elogiasse, em suma, tecesse qualquer comentário a respeito do trabalho dos juízes do STF.

Primeiro passo

Bom dia,
Boa tarde,
Boa noite,

Nunca fui muito de escrever, talvez por achar que não possuo tal habilidade ou por achar que ninguém vai se interessar pelo que eu poderia escrever, ou, em última possibilidade, por mera preguiça!

E o que me levou a criar esse blog? Ontem (18/08/2014) estava jantando com minha namorada e alguns amigos e de repente vi comentários a respeito da entrevista de Dilma no Jornal Nacional (JN), muitos, quase todos, dos comentários falando mal do desempenho dela e uma minoria, das quais tenho plena confiança em relação à análise que fizeram, falando mal também, só que da postura dos entrevistadores William Bonner e Patrícia Poeta que tentavam massacrar a candidata a reeleição. Como não tinha assistido tal entrevista, esperei chegar em casa para assistir e assim tecer qualquer comentário sobre o desempenho da atual presidente. CALMA!!! NÃO IREI FALAR DE POLÍTICA, não nesse primeiro texto.

Pois bem, fiquei inquieto com a repercussão da entrevista, e quando já me encontrava deitado pra dormir comecei a pensar que poderia começar a escrever aquilo que penso, uma vez que é muito comum me ver inserido em alguma discussão, seja sobre música, futebol, religião, política e até sobre comportamento de vizinhos dentro do prédio. Diante disso tudo, decidi ainda deitado que uma das primeiras coisas que eu iria fazer hoje seria criar esse blog e cá estou fazendo o que prometi para mim mesmo.

Não posso garantir nenhuma rotina de postagem, pois como já falei lá em cima, nunca fui de escrever, mas prometo publicar algo sempre que me pegar pensando ou que tenha debatido qualquer assunto interessante que eu julgue ser válido partilhar do meu ponto de vista para os que não estiveram presente.

Com isso, termino esse meu primeiro texto e já adianto qual será o tema do próximo, falarei sobre política, o que, na minha opinião vai significar a tragédia que envolveu a morte de Eduardo Campos e esse ciclo de entrevistas do JN com os presidenciáveis.